3 MESES E A CONTAR

10.10.2016

O tempo parece que voa ultimamente, de tal forma que a minha princesa já fez três meses.

90 dias neste novo papel de mãe que parecem apenas 9.

Sim, o tempo com um bébé passa a correr, e se em tempos poderia dizer que fiz "n" coisas no espaço de 90 dias, a realidade é que não fiz muito além de dar de mamar, rir, chorar, desesperar, suspirar de alivio e passar muitas noites sem dormir.

Bem, vendo deste prisma até parece que fiz muita coisa :) mas, piadas à parte a verdade é que nada me preparou para esta mudança radical na minha vida e nem o facto de ser mãe já na casa dos 30 me trouxe mais sabedoria para encarar este novo papel, quanto muito trouxe-me mais incertezas e frustrações por me aperceber que muito do  que tinha aprendido e idealizado, nem sempre corresponde à realidade.

Tive uma gravidez santa até aos 7 meses de gestação. Vivi-os num verdadeiro estado de graça até ser atingida inesperadamente por circunstancias familiares menos felizes, que me levaram a leveza e o sorriso nos lábios. De repente deparei-me com uma nova realidade no que diz respeito à vivência da gravidez e posterior maternidade.

Foram tantos os momentos de frustração em que secretamente me senti uma má mãe, que agora à luz destes humildes 90 dias de experiência me apercebo que fui, e tenho sido sim, uma muito melhor mãe do que pensei, e por essa razão decidi partilhar convosco algumas das minhas primeiras frustrações para que, quem sabe, possa ajudar a quem já tenha vivido ou venha a viver tais experiências.

 

Tive a minha filha de parto natural num quarto de hospital, e sim, tive epidural.

Durante a minha gravidez foram inúmeras as pessoas que me perguntaram se iria fazer o parto em casa, e muitas das vezes em que disse estar tudo planeado para ser no hospital senti um olhar de admiração, como se estivesse subentendido que pelo facto de eu ter uma postura tão natural no que diz respeito à alimentação e estilo de vida não se pôr sequer tal hipótese, mas a verdade é que se pôs.

Não tenho nada contra partos num ambiente hospitalar da mesma forma como não tenho nada contra partos em casa. Considero ambas as opções válidas mas sabia que não me sentia confortável e preparada para fazer o parto em casa. Tinha medo da hipótese de me deparar com situações imprevistas, e sim, tinha medo da dor.

Durante a minha gravidez nunca pensei muito no parto em si. Sabia que ia haver dor mas nada me preparou para a intensidade da mesma, de tal forma que quando me foi apresentada a hipótese de epidural disse logo que sim.

SIM, quero tudo aquilo a que tenho direito!

Sei que esta confissão poderá chocar muitos, mas esta é a realidade, e não, não senti nenhuma conexão com o meu sagrado feminino ou com a beleza do momento de dar à luz, senti dor. Pura, dura e simplesmente dor. E após a dor, seguiu-se um enorme vazio.

Chorei, chorei muito.

Chorei pelas incertezas, chorei pelas expectativas não correspondidas e ainda chorei um pouco mais. Senti-me perdida e triste.

Parece que lhe chamam o "baby blues" mas não havia nome que pudesse classificar a minha tristeza e frustração. Tinha uma bébé linda nos braços mas o meu sorriso não era genuíno e sentia-me má mãe por tal.

Mas o tempo cura tudo e hoje, passados três meses posso finalmente escrever estas palavras quase como se estivesse a contar a história de uma terceira pessoa, tal é a diferença abismal na forma como vivo a maternidade neste momento. O apoio das minhas amigas que já tinham experiência neste novo campo que me era desconhecido foi sei dúvida uma grande ajuda. Embora todas tivessem passado por situações totalmente opostas, havia um ponto em comum que nos unia; a maternidade tem momentos de grande frustração, e sim, ter vontade de largar a bébé nos braços do pai e desesperar por um gin tónico na companhia das nossas melhores amigas não nos torna piores mães, torna-nos sim em simples mortais.

De repente percebi que tudo aquilo que imaginei que viria com o parto não passava de uma grande ilusão e foi aí que se fez o click.

Muito do que projectamos e idealizamos nem sempre corresponde à realidade e, no que diz respeito à maternidade não existe uma fórmula secreta ou uma única forma correcta de fazer as coisas.

Penso que existe esta ideia pré-concebida de que as mulheres de alguma forma ligadas à alimentação e estilo de vida saudável são super mulheres que vivem vidas imaculadas e, Deus nos livre de pormos o pé na poça. Mas a verdade é que pomos, e por vezes a poça até é bem grande, e é  importante que não o escondamos de quem olha para nós como se fossemos um exemplo a seguir.

No mundo virtual é fácil escrever umas palavras bonitas acompanhadas de umas fotos ainda melhores, não fosse o Photoshop o nosso melhor amigo mas, no dia a dia a realidade pode ser bem diferente. 

Engordamos durante a gravidez como todas as mulheres e não, nem sempre ficamos lindas e esbeltas e com o peso que tínhamos antes da gravidez dois ou três meses após o parto.

NÂO, não somos perfeitas e sinceramente não o quereria ser.

Nem todas sentimos o momento do parto como algo lindo e, isso não nos impede de ver a beleza e sentir o milagre que é ter um ser a crescer dentro de nós durante 9 meses. 

O parto pode não ter sido o momento mais fantástico que vivi mas se me trouxe algo foi uma nova forma de ver a vida, com mais  tranquilidade, calma e sensatez. Aprendi uma nova forma de amar que cresce a cada dia que passa, e a apreciar cada momento pois o tempo passa num instante. Aprendi a ser mais tolerante e percebi que a vida é perfeita em todas as suas imperfeições, por isso, por menos ideal que seja a situação na qual se encontram, seja ela qual for, respirem fundo e acreditem que tudo tem uma razão, por mais ilógica que vos pareça no momento. Abraçem a vida com todas as suas imperfeições e momentos bizarros, e acreditem no potencial que trazem dentro de vós.

Nada é errado quando é feito com amor, por isso amem a cada momento e aperciem a viagem da vida.

Até já!

 

 

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DICAS PARA UMA VIDA FELIZ E SAUDÁVEL

CUIDAR DE MIM

#1 
GRATIDÃO

Todos os dias, antes de deitar, reflecte nos aspectos da tua vida pelo qual estás grata. Vais ver que por mais dificil que sejam os momentos pelos quais possas estar a passar há sempre coisas boas e deves sentir-te grata por elas. Cultiva essa sensação de gratidão todos os dias e vais ver como inúmeras e maravilhosas possibilidades surgirão. 

 

#2
NÃO TE COMPARES AOS OUTROS
 Todos somos diferentes, únicas e perfeitas nas nossas imperfeições. Abraça-as pois são elas que te tornam única e especial.

#3
MOVE O CORPO LOGO PELA MANHÃ

Cuidar de mim logo pela manhã vai ser o teu novo mantra. Encontra uma actividade física que te mova e que possas fazer logo pela manhã. Fazê-lo logo ao ínicio do dia vai dar-te um boost para que agarres o dia com uma nova energia e maior confiança.

NA COZINHA

#1 
PROGRAMA

Programa as tuas refeições para a semana e cozinha alguns alimentos como cereais integrais e leguminosas. Assim, será mais fácil e rápido preparares uma refeição deliciosa após um dia de trabalho

 

#2
TROCA 

Reduz o sal usando e abusando de ervas aromáticas. Além de darem um sabor delicioso aos pratos dá-lhes um toque de frescura.

 

#3
ANTECIPA

Prepara o teu pequeno almoço de véspera. Assim, sabes que terás algo delicioso para nutrir o teu corpo logo pela manhã.

Sandra Mesquita

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