5 PRINCÍPIOS PARA SEGUIRES UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, ECOLÓGICA E CONSCIENTE

10.02.2018

 

 

Vamos falar sobre alimentação saudável, ecológica e consciente?

 

Saber quais os alimentos que mais nos beneficiam e que deveríamos consumir numa base regular deveria ser algo natural para nós, como que instintivo. No entanto, se há algo que reparo na maior parte das pessoas que me procuram nas sessões de aconselhamento alimentar e estilo de vida é no facto de estarem cada vez mais confusas em relação à alimentação e já não saberem como se alimentar de forma saudável e consciente.

 

A verdade é que, hoje em dia, a informação que nos chega em relação à alimentação é tanta, e por vezes até contraditória, que muitas vezes damos por nós a pensar: "mas afinal que alimentos devo consumir para obter verdadeira saúde?"

 

Uma questão muito importante, e que devemos ter em conta no que diz respeito à alimentação, é que esta deve ser ajustada às necessidades de cada um, pois todos temos necessidades diferentes que variam consoante o nosso sexo, a nossa idade, o local onde vivemos e também a nossa condição, que por sua vez também se altera ao longo da nossa vida.

Isto significa que a nossa alimentação não deve ser vista como algo estático e imutável. Devemos aprender a ouvir o nosso corpo e adaptar a alimentação às nossas necessidades.

 

 

Na alimentação macróbiotica não existem alimentos proibidos, mas sim alimentos que não são aconselháveis consumir numa base diária

 

 

Todos temos necessidades diferentes. Contudo, há grupos de alimentos que, de uma forma geral, são aconselháveis e adaptavéis a todos nós e como tal devem ser incluídos numa dieta saudável. Este mesmo princípio também se aplica a grupos alimentares que, segundo a visão macrobiótica, são vistos como não sendo saudáveis, pelo que o seu consumo deve ser limitado ou até eliminado.

 

Algo importante, e que devemos ter em conta, é o facto de que na alimentação macróbiotica não existem alimentos proibidos, mas sim alimentos que não são aconselháveis consumir numa base diária. Entre eles estão os lacticínios, a carne e o açúcar. Neste post não me vou prolongar muito sobre os efeitos nocivos de cada um deles para a nossa saúde, mas vou falar-te sobre algumas das razões pelas quais não são aconselháveis para alcançares verdadeira saúde fisica e emocional.

 

 

O açúcar tem um efeito muito nocivo na nossa saúde física, mas o açúcar tem também um impacto na nossa saúde emocional

 

Todos nós já sabemos que o açúcar tem um efeito muito nocivo na nossa saúde física. Mas o açúcar tem também um impacto na nossa saúde emocional, pois estes picos de açúcar que ocorrem no sangue quando consumimos alimentos açúcarados, estas subidas repentinas de glucose às quais se seguem descidas igualmente repentinas, fazem com que emocionalmente também tenhamos comportamentos iguais. Tão depressa estamos "lá em cima" como estamos "cá em baixo", ou seja, tão depressa estamos contentes como estamos apáticos. Este é um dos alimentos mais viciantes e que tive mais dificuldade em eliminar da minha alimentação. No entanto, isso não significa que não consuma doces. Na verdade essa ideia era impensável para mim, pois quem me conhece sabe o quanto gosto de doces. Há imensas formas de substituir o açúcar branco por alternativas mais saudáveis e podes saber mais sobre como o fazer no post 4 FORMAS DE ELIMINARES O AÇÚCAR DA TUA ALIMENTAÇÃO (clica aqui para veres). 

 

 

O consumo de carne é uma das princípais causas de problemas cardiovasculares. Além disso, hoje em dia, aos animais de cativeiro são frequentemente administrados antibióticos e hormonas de crescimento, que acabam por ser assimilados pelos seres humanos quando consomem a sua carne. Isto também se aplica aos lacticínios, pois estes antibióticos e hormonas também acabam por estar presentes nos productos lácteos. Muitas pessoas acabam por consumir leite por achar que é uma fonte de cálcio necessária para o bom funcionamento do nosso organismo, mas o ser humano não necessita de leite de vaca ou de outro animal para obter cálcio na sua dieta. Há imensos alimentos de origem vegetal que são fontes de cálcio como os vegetais de folha verde escura, leguminosas e oleaginosas.

 

 

 

5  princípios de uma alimentação saudável, ecológica e consciente

 

Estes são alguns dos princípios que sigo e aconselho para que também tu possas seguir uma alimentação saudável e experiênciar verdadeira saúde em qualquer parte do mundo onde te encontres.

 

1. Trocar os alimentos processados por alternativas naturais 

 

Nas minhas sessões de aconselhamento alimentar e estilo de vida gosto de usar a palavra trocar em vez de eliminar. Isto porque muitas vezes temos uma ligação emocional a muitos alimentos. Frequentemente tratam-se de alimentos que fomos habituados a consumir durante toda a nossa vida e a ideia de eliminá-los completamente da nossa alimentação poderá parecer assustador. Mas, para todos os alimentos processados, há alternativas naturais. Podemos substitur bolachas e bolos por alternativas com adoçantes naturais, batatas fritas por chips de beterraba, cereais de pequeno-almoço açúcarados por granola, etc.

 

 

2. Consumir alimentos naturais e integrais criando variedade

 

Devemos incluir cereais integrais, vegetais, leguminosas e fruta como base da alimentação.

Os cereais integrais são uma fonte de hidratos de carbono complexos que te vão saciar e manter os teus níveis de acúcar no sangue estáveis ao longo do dia. Quando consumimos cereais integrais com regularidade conseguimos manter os nossos níveis de energia e vitalidade regulares. De um ponto de vista nutricional, quando combinados, os cereais integrais, as leguminosas e os vegetais fornecem-nos proteína completa.

Os vegetais são fontes de minerais e vitaminas essênciais ao bom funcionamento do nosso organismo. Ajudam o nosso corpo no processo de eliminação, pelo que devem ser consumidos todos os dias. Devemos também criar variedade na alimentação. Desta forma, sabemos que estamos a ingerir diferentes grupos de vitaminas, minerais e outros nutrientes necessários para o bom funcionamento do nosso organismo.

 

 

3. Adaptar a alimentação ao clima

 

Uma questão muito importante, e que muitas vezes não é abordada de forma consciente, é a adaptação da alimentação ao clima. 

Hoje em dia é comum partilharmos fotos das nossas refeições no instagram. Muitas vezes, algumas das fotos que encontramos de amigos nossos, ou de outras pessoas que moram em Portugal, mostram pequenos-almoços como taças de açaí com manga, pitaya e todos os frutos tropicais que podemos imaginar. Este é, sem dúvida, um pequeno almoço lindo e saudável. No entanto, acredito que é um pequeno-almoço saudável e aconselhável para alguém que viva num clima tropical onde se cultive açaí, mangas e outros frutos tropicais.

Isto por duas razões:

 

Quando comemos alimentos de climas diferentes do nosso não estamos a adaptar o nosso corpo ao meio envolvente. Ou seja, os frutos tropicais são aconselháveis para adaptar o nosso corpo a um clima quente. Se consumimos frutos tropicais em pleno inverno não estamos a ajudar o nosso corpo a adaptar-se ao clima o que, por sua vez, faz com que a nossa imunidade possa ficar comprometida.

A segunda razão prende-se com o impacto das nossas escolhas.

Quando optamos por comprar alimentos provenientes de outros países estamos a aumentar a nossa pegada ecológica. Por oposição, quando optamos por comprar produtos locais e da época estamos a sintonizar-nos com a energia do local onde vivemos, estamos a apoiar os produtores locais e a cuidar do ambiente. Este é um princípio macrobiótico que nos mostra que devemos adaptar a nossa alimentação ao clima do país em que nos encontramos, o que significa que a alimentação macrobiótica não é igual em todas as partes do mundo. Desta forma, deves adaptá-la ao clima do país em que te encontras.

 

 

4. Ordem sazonal

 

Hoje em dia temos tantos alimentos ao nosso dispor, mesmo alimentos fora de época, que é fácil e até apelativo incluí-los na nossa dieta. Contudo, só porque um determinado alimento é oriundo do nosso país e está disponível, fora da sua época, no supermercado mais próximo de nós, não significa que o devemos consumir durante os 12 meses do ano. 

Da mesma forma como alteramos a forma como nos vestimos para nos adaptarmos à mudança de clima também o devemos fazer em relação à alimentação.

A natureza é sábia e a cada estação dá-nos diferentes alimentos que nos vão ajudar a adaptar-nos ao clima. Assim, devemos respeitar a ordem sazonal e consumir alimentos locais e da época

Uma boa forma de o fazermos é comprando os nossos produtos em mercados de produtores locais ou cabazes de quintas biológicas. Desta forma, sabemos que os produtos que compramos são locais e da época.

 

 

5. Mindful Eating

 

Quando fazemos uma mudança na nossa alimentação focamo-nos nos alimentos que consumimos, mas na minha opinião é tão importante aquilo que comemos como a forma como o fazemos.

Estamos super preocupados em criar aquele creme de pequeno-almoço saudável, mas quantas vezes damos por nós a tomá-lo agarrados ao telemóvel? Fazemos refeições macrobióticas, vegan ou vegetarianas super equilibradas, mas fazemo-las de pé e a correr porque estamos cheios de pressa ou até a ver as notícias na televisão. 

Será que ao comermos desta forma estamos a cuidar de nós e nutrir-nos verdadeiramente?

Estaremos nós a fazer uma alimentação verdadeiramente consciente? 

 

Devemos estar atentos para que a forma como comemos seja tão importante como os alimentos que escolhemos ingerir. Devemos dar verdadeira importância a estes momentos. Sentar-nos sempre que comemos algo, mesmo que seja só beber um chá. Pôr uma mesma bonita, mesmo que seja só para nós. Eliminar qualquer tipo de distração: computador, telemóvel, televisão. E, por fim, saborear cada pedaço de comida; sentir o cheiro, a textura, mastigando bem.

 

Para mim, é tudo isto que torna a nossa alimentação verdadeiramente saudável e equilibrada. Este acto consciente de nutrir todo o nosso corpo, físico e energético.

 

Espero que tenhas gostado deste post e que te ajude a alcançares verdadeira saúde.

Partilha-o com quem achas que possa beneficiar destas dicas e deixa um comentário com a tua opinião ou qualquer dúvida que tenhas.

Até já!

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

DICAS PARA UMA VIDA FELIZ E SAUDÁVEL

CUIDAR DE MIM

#1 
GRATIDÃO

Todos os dias, antes de deitar, reflecte nos aspectos da tua vida pelo qual estás grata. Vais ver que por mais dificil que sejam os momentos pelos quais possas estar a passar há sempre coisas boas e deves sentir-te grata por elas. Cultiva essa sensação de gratidão todos os dias e vais ver como inúmeras e maravilhosas possibilidades surgirão. 

 

#2
NÃO TE COMPARES AOS OUTROS
 Todos somos diferentes, únicas e perfeitas nas nossas imperfeições. Abraça-as pois são elas que te tornam única e especial.

#3
MOVE O CORPO LOGO PELA MANHÃ

Cuidar de mim logo pela manhã vai ser o teu novo mantra. Encontra uma actividade física que te mova e que possas fazer logo pela manhã. Fazê-lo logo ao ínicio do dia vai dar-te um boost para que agarres o dia com uma nova energia e maior confiança.

NA COZINHA

#1 
PROGRAMA

Programa as tuas refeições para a semana e cozinha alguns alimentos como cereais integrais e leguminosas. Assim, será mais fácil e rápido preparares uma refeição deliciosa após um dia de trabalho

 

#2
TROCA 

Reduz o sal usando e abusando de ervas aromáticas. Além de darem um sabor delicioso aos pratos dá-lhes um toque de frescura.

 

#3
ANTECIPA

Prepara o teu pequeno almoço de véspera. Assim, sabes que terás algo delicioso para nutrir o teu corpo logo pela manhã.

Sandra Mesquita

GOSTASTE DESTE POST? ENTÃO ESPREITA ESTES TAMBÉM.

Please reload